PAIXÃO DO SENHOR DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA (Vermelho Ofício Próprio)
A celebração começa em silêncio, sem canto
nenhum. O celebrante chega ao pé do altar e se prostra enquanto todos se
ajoelham. Depois de uns instantes de silêncio, o celebrante se levante e faz a
oração do dia:
ORAÇÃO DO DIA
PE: Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que
o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao
vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno,
possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
LITURGIA
DA PALAVRA
Leitura (Isaías
52,13-53,12)
Leitura do livro do profeta Isaías
Eis que meu Servo prosperará, crescerá, elevar-se-á, será exaltado.
Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana -,
assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito.
Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)
Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades.
Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana -,
assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito.
Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?
Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.
Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.)
Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?
Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.
Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada.
Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades.
Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
Palavra do Senhor.
T: Graças a Deus.
Salmo Responsorial 30/31
R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R.
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado. R.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor! R.
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais! R.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R.
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado. R.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor! R.
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais! R.
Leitura (Hebreus
4,14-16; 5,7-9)
Leitura da carta aos Hebreus.
Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho
de Deus. Conservemos firme a nossa fé.
Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.
Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade.
Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve.
E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado.
Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade.
Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve.
E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
Palavra do Senhor.
T: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
CANTO
Salve, ó cristo obediente!
Salve, amor onipotente,
Que te entregou à cruz
E te recebeu na luz!
O Cristo obedeceu até a morte,
Humilhou-se e obedeceu o bom
jesus,
Humilhou-se e obedeceu, sereno
e forte,
Humilhou-se e obedeceu até a
cruz.
Evangelho (João 18,1-19,42)
Paixão
de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.
Naquele
tempo, Jesus saiu com os seus discípulos
para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os
seus discípulos. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus
ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. Tomou então Judas a coorte e
os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com
lanternas, tochas e armas. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe
acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes:
A quem buscais?
Responderam:
A Jesus de Nazaré.
Jesus respondeu:
Sou eu.
Também Judas, o traidor, estava com eles. Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
A quem buscais?
Disseram:
A Jesus de Nazaré.
Replicou Jesus:
Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
Assim se cumpriu a palavra que disse: “Dos que me deste não perdi nenhum”. Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro:
Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. A porteira perguntou a Pedro:
Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?
Respondeu Pedro:
Não o sou.
Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe:
Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus:
Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?
Pedro negou:
Não!
Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
Não te vi eu com ele no horto?
Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
Que acusação trazeis contra este homem?
Responderam-lhe:
Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
Disse, então, Pilatos:
Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.
Responderam-lhe os judeus:
Não nos é permitido matar ninguém.
Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
És tu o rei dos judeus?
Jesus respondeu:
Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
Disse Pilatos:
Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus:
O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
Perguntou-lhe então Pilatos:
És, portanto, rei?
Respondeu Jesus:
Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos:
O que é a verdade?
Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
Não acho nele crime algum. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
Então todos gritaram novamente e disseram:
Não! A este não! Mas a Barrabás!
Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam:
Salve, rei dos judeus!
E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
Eis o homem!
Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
Crucifica-o! Crucifica-o!
Falou-lhes Pilatos:
Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
Responderam-lhe os judeus:
Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
De onde és tu?
Mas Jesus não lhe respondeu. Pilatos então lhe disse:
Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
Respondeu Jesus:
Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
Eis o vosso rei!
Mas eles clamavam:
Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!
Pilatos perguntou-lhes:
Hei de crucificar o vosso rei?
Os sumos sacerdotes responderam:
Não temos outro rei senão César!
Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Não escrevas: “Rei dos judeus”, mas sim: “Este homem disse ser o rei dos judeus”.
Respondeu Pilatos:
O que escrevi, escrevi.
Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros:
Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será.
Assim se cumpria a Escritura: “Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica”. Isso fizeram os soldados. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
Mulher, eis aí teu filho.
Depois disse ao discípulo:
Eis aí tua mãe.
E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
Tenho sede.
Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
Tudo está consumado.
Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
(Todos se ajoelham em silêncio)
Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”. E diz em outra parte a Escritura: “Olharão para aquele que transpassaram”. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
A quem buscais?
Responderam:
A Jesus de Nazaré.
Jesus respondeu:
Sou eu.
Também Judas, o traidor, estava com eles. Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez:
A quem buscais?
Disseram:
A Jesus de Nazaré.
Replicou Jesus:
Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
Assim se cumpriu a palavra que disse: “Dos que me deste não perdi nenhum”. Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro:
Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
Então a corte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. A porteira perguntou a Pedro:
Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?
Respondeu Pedro:
Não o sou.
Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe:
Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus:
Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás. 25 Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe:
Não és porventura, também tu, dos seus discípulos?
Pedro negou:
Não!
Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
Não te vi eu com ele no horto?
Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou:
Que acusação trazeis contra este homem?
Responderam-lhe:
Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
Disse, então, Pilatos:
Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei.
Responderam-lhe os judeus:
Não nos é permitido matar ninguém.
Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe:
És tu o rei dos judeus?
Jesus respondeu:
Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
Disse Pilatos:
Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus:
O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
Perguntou-lhe então Pilatos:
És, portanto, rei?
Respondeu Jesus:
Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos:
O que é a verdade?
Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes:
Não acho nele crime algum. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
Então todos gritaram novamente e disseram:
Não! A este não! Mas a Barrabás!
Barrabás era um salteador. Pilatos mandou então flagelar Jesus. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam:
Salve, rei dos judeus!
E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes:
Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse:
Eis o homem!
Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram:
Crucifica-o! Crucifica-o!
Falou-lhes Pilatos:
Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
Responderam-lhe os judeus:
Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
Estas palavras impressionaram Pilatos. 9 Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus:
De onde és tu?
Mas Jesus não lhe respondeu. Pilatos então lhe disse:
Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
Respondeu Jesus:
Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam:
Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos judeus:
Eis o vosso rei!
Mas eles clamavam:
Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o!
Pilatos perguntou-lhes:
Hei de crucificar o vosso rei?
Os sumos sacerdotes responderam:
Não temos outro rei senão César!
Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus”. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Não escrevas: “Rei dos judeus”, mas sim: “Este homem disse ser o rei dos judeus”.
Respondeu Pilatos:
O que escrevi, escrevi.
Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros:
Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será.
Assim se cumpria a Escritura: “Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica”. Isso fizeram os soldados. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:
Mulher, eis aí teu filho.
Depois disse ao discípulo:
Eis aí tua mãe.
E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse:
Tenho sede.
Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse:
Tudo está consumado.
Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
(Todos se ajoelham em silêncio)
Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”. E diz em outra parte a Escritura: “Olharão para aquele que transpassaram”. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
Palavra da Salvação.
T: Glória a vós, Senhor!
HOMILIA
ORAÇÃO UNIVERSAL
I. Pela Santa Igreja
Leitor: Oremos, irmãos e irmãs
caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a
unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e
tranquila, para sua própria glória
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do
vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça
inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
II. Pelo Papa
Leitor: Oremos pelo nosso santo Padre,
o Papa Pio
O Senhor nosso Deus, que o
escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja,
governando o povo de Deus.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos
pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão
que governais por meio dele possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
III. Por todas as ordens e categorias de fiéis
Leitor: Oremos pelo nosso Bispo Hery,
por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai
as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que
cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso
Senhor.
T: Amém.
IV. Pelos catecúmenos
Leitor: Oremos pelos catecúmenos: que
o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para
que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados,
sejam incorporados no Cristo Jesus.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o
entendimento dos catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados
entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
V. Pela unidade dos cristãos
Leitor: Oremos por todos os nossos
irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne
reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a
verdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o
rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os
que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
VI. Pelos judeus
Leitor: Oremos pelos judeus, aos quais
o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade
de sua aliança e no amor do seu nome.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces
da vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da
vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
VII. Pelos que não creem no Cristo
Leitor: Oremos pelos que não creem no
Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no
caminho da salvação.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
dai aos que não creem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de
coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo
testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e
participando com maior solicitude do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso
Senhor.
T: Amém.
VIII. Pelos que não creem em Deus
Leitor: Oremos pelos que não
reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao
Deus verdadeiro.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de
procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso.
Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa
bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que creem em vós, tenham a
alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres
humanos. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
IX. Pelos poderes públicos
Leitor: Oremos por todos os
governantes: que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o
espírito e o coração para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com
bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a
terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa.
Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
X. Por todos os que sofrem provações
Leitor: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus
Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e
afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos
viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a
salvação aos que agonizam.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as
preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos,
para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por
Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
ADORAÇÃO DA CRUZ
A cruz é trazida para
o altar, tampada comum pano vermelho. Acompanham a cruz dois acólitos ou
ministros com velas acesas. O celebrante vai destampando a cruz aos poucos,
cantando por três vezes:
PE: Eis o lenho da cruz, do qual
pendeu a salvação do mundo.
T: Vinde, adoremos!
Depois de destampada,
retirando os sapatos e a casula, o celebrante beija a cruz.
Depois todo o povo
forma uma fila para beijar a cruz.
Enquanto isso, se
canta:
Lamentos do Senhor
I
Que te fiz, meu povo eleito?
Dize em que te contristei!
Que mais podia ter feito,
em que foi que eu te faltei?
Deus santo,
Deus forte,
Deus imortal,
tende piedade de nós!
Eu te fiz sair do Egito
com maná te alimentei;
preparei-te bela terra,
tu, a cruz para o teu rei!
Deus santo,
Deus forte,
Deus imortal,
tende piedade de nós!
Bela vinha eu te plantara,
tu plantaste a lança em mim;
águas doces eu te dava,
foste amargo até o fim!
Deus santo,
Deus forte,
Deus imortal,
tende piedade de nós!
RITO DA COMUNHÃO
Coloca-se a toalha
em cima do altar. O celebrante ou ministro traz o Santíssimo da capela da
reposição para o altar acompanhado por dois acólitos ou ministros com velas. As
velas são colocadas em cima do altar, junto ao Santíssimo.
PE: Obedientes à palavra do Salvador, formados por seu divino ensinamento,
ousamos dizer:
T: Pai nosso que estais nos
céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a
vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia
nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a
quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do
mal.
PE: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados
pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos
os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo
salvador.
T: Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre!
O
celebrante pega a hóstia e eleva-a.
PE: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do
Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
T: Senhor, eu não sou digno de
que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
CANTO
Prova de amor maior não há que doar a
vida pelo irmão! (2x)
Eis que eu vos dou um novo Mandamento:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Permanecei em meu amor e segui meu mandamento:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Eis que eu vos dou um novo Mandamento:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Permanecei em meu amor e segui meu mandamento:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos:
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado"
(depois da comunhão, o Santíssimo é
novamente levado para a capela da reposição)
ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO
PE: Oremos: Ó Deus, que nos renovastes pela santa
morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa
misericórdia, para que, pela participação deste mistério vos consagremos sempre
a nossa vida.
Por
Cristo, nosso Senhor.
T: Amém!
ORAÇÃO SOBRE O POVO
PE: Que a vossa bênção, ó Deus,
desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho,
na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso
consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso
Senhor.
T: Amém!
Todos se retiram em silêncio.
