PAIXÃO DO SENHOR- DIA DE JEJUM E
ABSTINÊNCIA (Vermelho – Ofício Próprio)
ORAÇÃO DO DIA
PE: Ó
Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o
primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao
vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno,
possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
LITURGIA
DA PALAVRA
Leitura (Isaías 52,13-53,12)
Leitura
do livro do profeta Isaías.
Ei-lo, o meu Servo
será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos
ficaram pasmados ao vê-lo — tão desfigurado ele estava que não parecia ser um
homem ou ter aspecto humano —, do mesmo modo ele espalhará sua fama entre
os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca
lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram.
Quem de nós deu crédito ao que
ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? Diante do Senhor
ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza
nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era
desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de
sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos
caso dele. A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e
sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado
por Deus e humilhado!
Mas ele foi ferido por causa de
nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta
era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. Todos nós
vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor
fez recair sobre ele o pecado de todos nós.
Foi maltratado, e submeteu-se, não
abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a
tosquiam, ele não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi
condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do
mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até
morrer. Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque
ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. O
Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele
terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.
Por esta vida de sofrimento,
alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o Justo, fará justos inúmeros
homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso, compartilharei com ele
multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois
entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade,
resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.
Palavra do Senhor.
T: Graças a Deus.
Salmo Responsorial 30/31
R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu
espírito.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R.
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me veem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado. R.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor! R.
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais! R.
Senhor, eu ponho em vós minha esperança;
que eu não fique envergonhado eternamente!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R.
Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos
e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me veem pela rua.
Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado. R.
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor! R.
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão.
Fortalecei os corações, tende coragem,
todos vós que ao Senhor vos confiais! R.
Leitura (Hebreus 4,14-16; 5,7-9)
Leitura
da carta aos Hebreus.
Irmãos: Temos
um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por
isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo
sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi
provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com
toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e
alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.
Cristo, nos dias de sua vida
terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que
era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a
Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por
aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de
salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
Palavra do Senhor.
T: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO
AO EVANGELHO
https://www.youtube.com/watch?v=tK6nJwQBrEk
SALVE,
Ó CRISTO OBEDIENTE!
SALVE,
AMOR ONIPOTENTE,
QUE
TE ENTREGOU À CRUZ
E
TE RECEBEU NA LUZ!
O
CRISTO OBEDECEU ATÉ A MORTE,
HUMILHOU-SE
E OBEDECEU O BOM JESUS,
HUMILHOU-SE
E OBEDECEU, SERENO E FORTE,
HUMILHOU-SE
E OBEDECEU ATÉ A CRUZ.
Evangelho (João 18,1-19,42)
Narrador: Paixão de nosso
Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Naquele
tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do
Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também
Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os
seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns
guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e
armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao
encontro deles e disse:
PE: A quem procurais?
Narrador: Responderam:
TODOS: A Jesus, o Nazareno.
Narrador: Ele disse:
PE: Sou eu.
Narrador: Judas, o traidor, estava junto com
eles. Quando Jesus disse: Sou eu, eles recuaram e caíram por
terra. De novo lhes perguntou:
PE: A quem procurais?
Narrador: Eles responderam:
TODOS: A Jesus,
o Nazareno.
Narrador: Jesus respondeu:
PE: Já vos disse que
sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.
Narrador: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Leitor: Não perdi
nenhum daqueles que me confiaste.
Narrador: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou
dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome
do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
PE: Guarda a tua espada
na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?
Narrador: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos
judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que
era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu
aos judeus o conselho:
Leitor: É preferível
que um só morra pelo povo.
Narrador: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.
Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do
Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo,
que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta
e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Leitor: Não
pertences também tu aos discípulos desse homem?
Narrador: Ele respondeu:
Leitor: Não!
Narrador: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e
estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles,
aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de
seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
PE: Eu falei às claras
ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se
reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que
ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.
Narrador: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali
estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor: É assim que
respondes ao Sumo Sacerdote?
Narrador: Respondeu-lhe Jesus:
PE: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem,
por que me bates?
Narrador: Então, Anás enviou Jesus amarrado para
Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.
Disseram-lhe:
Leitor: Não és tu,
também, um dos discípulos dele?
Narrador: Pedro negou:
Leitor: Não!
Narrador: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote,
parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor: Será que não
te vi no jardim com ele?
Narrador: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o
galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de
manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e
poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor: Que acusação
apresentais contra este homem?
Narrador: Eles responderam:
TODOS: Se não
fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: Tomai-o vós
mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.
Narrador: Os judeus lhe responderam:
TODOS: Nós não
podemos condenar ninguém à morte.
Narrador: Assim se realizava o que Jesus tinha dito,
significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no
palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor: Tu és o rei
dos judeus?
Narrador: Jesus respondeu:
PE: Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te
disseram isso de mim?
Narrador: Pilatos falou:
Leitor: Por acaso,
sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?
Narrador: Jesus respondeu:
PE: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino
fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue
aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: Então, tu és
rei?
Narrador: Jesus respondeu:
PE: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao
mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade
escuta a minha voz.
Narrador: Pilatos disse a Jesus:
Leitor: O que é a
verdade?
Narrador: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,
e disse-lhes:
Leitor: Eu não
encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela
Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?
Narrador: Então, começaram a gritar de novo:
TODOS: Este não,
mas Barrabás!
Narrador: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou
flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na
cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e
diziam:
TODOS: Viva o rei
dos judeus!
Narrador: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e
disse aos judeus:
Leitor: Olhai, eu o
trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.
Narrador: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de
espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor: Eis o homem!
Narrador: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os
guardas começaram a gritar:
TODOS: Crucifica-o!
Crucifica-o!
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: Levai-o vós
mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.
Narrador: Os judeus responderam:
TODOS: Nós temos
uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
Narrador: Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais
medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor: De onde és
tu?
Narrador: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Leitor: Não me
respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te
crucificar?
Narrador: Jesus respondeu:
PE: Tu não terias autoridade alguma sobre
mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem
culpa maior.
Narrador: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.
Mas os judeus gritavam:
TODOS: Se soltas
este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se
contra César.
Narrador: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para
fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico
Gábata. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos
disse aos judeus:
Leitor: Eis o vosso
rei!
Narrador: Eles, porém, gritavam:
TODOS: Fora! Fora!
Crucifica-o!
Narrador: Pilatos disse:
Leitor: Hei de
crucificar o vosso rei?
Narrador: Os sumos sacerdotes responderam:
TODOS: Não temos
outro rei senão César.
Narrador: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,
e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado
Calvário, em hebraico Gólgota. Ali o crucificaram, com outros dois: um de
cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e
colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
TODOS: Jesus
Nazareno, o Rei dos Judeus.
Narrador: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o
lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava
escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus
disseram a Pilatos:
Leitor: Não escrevas
O Rei dos Judeus, mas sim o que ele disse: Eu sou o Rei dos judeus.
Narrador: Pilatos respondeu:
Leitor: O que
escrevi, está escrito.
Narrador: Depois que crucificaram Jesus, os soldados
repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à
túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto
abaixo. Disseram então entre si:
Leitor: Não vamos
dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.
Narrador: Assim se cumpria a Escritura que diz:
TODOS: Repartiram
entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica.
Narrador: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de
Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria
Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele
amava, disse à mãe:
PE: Mulher, este é o teu filho.
Narrador: Depois disse ao discípulo:
PE: Esta é a tua mãe.
Narrador: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura
se cumprisse até o fim, disse:
PE: Tenho sede.
Narrador: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram
numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele
tomou o vinagre e disse:
PE: Tudo está consumado.
Narrador: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
(Todos se ajoelham - Silêncio.)
Narrador: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus
queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele
sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as
pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e
quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com
Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe
quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo
saiu sangue e água.
Aquele que viu, dá testemunho e seu
testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também
acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:
TODOS: Não
quebrarão nenhum dos seus ossos.
Narrador: E outra Escritura ainda diz:
TODOS: Olharão para aquele que transpassaram.
Narrador: Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo
de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar
o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de
Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite
encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e
aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em
faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi
crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém
tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava
perto, foi ali que colocaram Jesus.
Palavra da Salvação.
T: Glória a vós, Senhor!
HOMILIA
ORAÇÃO UNIVERSAL
I. Pela Santa Igreja
Leitor: Oremos, irmãos e irmãs
caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a
unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e
tranquila, para sua própria glória
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do
vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça
inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
II. Pelo Papa
Leitor: Oremos pelo nosso santo Padre,
o Papa N
O
Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à
frente da sua Igreja, governando o povo de Deus.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos
pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão
que governais por meio dele possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
III. Por todas as ordens e categorias de fiéis
Leitor: Oremos pelo nosso Bispo N, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da
Igreja e por todo o povo fiel.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai
as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que
cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso
Senhor.
T: Amém.
IV. Pelos catecúmenos
Leitor: Oremos pelos catecúmenos: que
o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para
que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados,
sejam incorporados no Cristo Jesus.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso, que
por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o
entendimento dos catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados
entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
V. Pela unidade dos cristãos
Leitor: Oremos por todos os nossos
irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne
reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a
verdade.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o
rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os
que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
VI. Pelos judeus
Leitor: Oremos pelos judeus, aos quais
o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade
de sua aliança e no amor do seu nome.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso, que
fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces da
vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da
vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
VII. Pelos que não creem no Cristo
Leitor: Oremos pelos que não creem no
Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no
caminho da salvação.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
dai aos que não creem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de
coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo
testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e
participando com maior solicitude do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso
Senhor.
T: Amém.
VIII. Pelos que não creem em Deus
Leitor: Oremos pelos que não
reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao
Deus verdadeiro.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de
procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso.
Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa
bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que creem em vós, tenham a
alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres
humanos. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
IX. Pelos poderes públicos
Leitor: Oremos por todos os governantes:
que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o
coração para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com
bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a
terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa.
Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
X. Por todos os que sofrem provações
Leitor: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus
Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e
afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos
viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a
salvação aos que agonizam.
Reza-se
em silêncio. Depois o sacerdote diz:
PE: Deus eterno e todo-poderoso,
sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as
preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos,
para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por
Cristo, nosso Senhor.
T: Amém.
ADORAÇÃO
DA CRUZ
A
cruz é trazida para o altar, tampada com um pano vermelho. Acompanham a cruz
dois acólitos ou ministros com velas acesas. O celebrante vai destampando a
cruz aos poucos, cantando por três vezes:
PE: EIS O LENHO DA CRUZ, DO QUAL
PENDEU A SALVAÇÃO DO MUNDO.
T: VINDE, ADOREMOS!
Depois
de destampada, retirando os sapatos e a casula, o celebrante beija a cruz.
Depois
todo o povo forma uma fila para beijar a cruz.
Enquanto
isso, se canta:
Lamentos do Senhor
I
https://www.youtube.com/watch?v=9DIorQ8093k
QUE
TE FIZ, MEU POVO ELEITO?
DIZE
EM QUE TE CONTRISTEI!
QUE
MAIS PODIA TER FEITO,
EM
QUE FOI QUE EU TE FALTEI?
DEUS
SANTO,
DEUS
FORTE,
DEUS
IMORTAL,
TENDE
PIEDADE DE NÓS!
EU
TE FIZ SAIR DO EGITO
COM
MANÁ TE ALIMENTEI;
PREPAREI-TE
BELA TERRA,
TU,
A CRUZ PARA O TEU REI!
DEUS
SANTO,
DEUS
FORTE,
DEUS
IMORTAL,
TENDE
PIEDADE DE NÓS!
BELA
VINHA EU TE PLANTARA,
TU
PLANTASTE A LANÇA EM MIM;
ÁGUAS
DOCES EU TE DAVA,
FOSTE
AMARGO ATÉ O FIM!
DEUS
SANTO,
DEUS
FORTE,
DEUS
IMORTAL,
TENDE
PIEDADE DE NÓS!
RITO
DA COMUNHÃO
Coloca-se a toalha em cima do altar. O celebrante
ou ministro traz o Santíssimo da capela da reposição para o altar acompanhado
por dois acólitos ou ministros com velas. As velas são colocadas em cima do
altar, junto ao Santíssimo.
PE: Obedientes à palavra do Salvador, formados por seu
divino ensinamento, ousamos dizer:
T: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o
vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim
na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
PE: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje
a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado
e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a
vinda de Cristo salvador.
T: Vosso é o Reino, o poder e a glória
para sempre!
O
celebrante pega a hóstia e eleva-a.
PE: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do
Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que
tira o pecado do mundo.
T: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha
morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
https://www.youtube.com/watch?v=YktF4PMim2w
PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ QUE DOAR A
VIDA PELO IRMÃO! (2X)
EIS QUE EU VOS DOU UM NOVO
MANDAMENTO:
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
VÓS SEREIS OS MEUS AMIGOS SE SEGUIRDES MEU PRECEITO:
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
PERMANECEI EM MEU AMOR E SEGUI MEU MANDAMENTO:
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
E CHEGANDO A MINHA PÁSCOA, VOS AMEI ATÉ O FIM:
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
NISTO TODOS SABERÃO QUE VÓS SOIS OS MEUS DISCÍPULOS:
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS TENHO AMADO
Depois da comunhão, o Santíssimo é
novamente levado para a capela da reposição.
Se Retiram as velas e toalha que se
colocaram no altar.
ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO
PE: Oremos: Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e
ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia,
para que, pela participação deste mistério vos consagremos sempre a nossa vida.
Por
Cristo, nosso Senhor.
T: Amém!
ORAÇÃO SOBRE O POVO
PE: Que a vossa bênção, ó Deus, desça
copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho, na
esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo;
cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.
T: Amém!
Todos se retiram em silêncio.
Chegando à Sacristia, não se diz nenhuma
oração ou antífona.
